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	<title>O Brasil de Aloysio Biondi</title>
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		<title>O que eles dizem. E a realidade </title>
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		<dc:date>2008-03-27T23:07:35Z</dc:date>
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		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Economia</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>

		<description>Ano Novo. Mentiralhada velha _mantendo a economia rumo ao caos: * Crise do Real - &#8220;O Brasil j&#225; reconquistou a confian&#231;a internacional, porque adotou o pacote, ou, como se diz, est&#225; fazendo a li&#231;&#227;o de casa&#8221; &#8211; afirma&#231;&#227;o da equipe econ&#244;mica, de-formadores de opini&#227;o, renomados consultores de bancos internacionais (os mesmos que, no ano passado, diziam maravilhas da pol&#237;tica econ&#244;mica de Malan, Franco &amp; Cia...). * A realidade - As empresas brasileiras e o pr&#243;prio governo n&#227;o est&#227;o conseguindo renovar (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Ano Novo. Mentiralhada velha _mantendo a economia rumo ao caos:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* Crise do Real -&lt;/strong&gt; &#8220;O Brasil j&#225; reconquistou a confian&#231;a internacional, porque adotou o pacote, ou, como se diz, est&#225; fazendo a li&#231;&#227;o de casa&#8221; &#8211; afirma&#231;&#227;o da equipe econ&#244;mica, de-formadores de opini&#227;o, renomados consultores de bancos internacionais (os mesmos que, no ano passado, diziam maravilhas da pol&#237;tica econ&#244;mica de Malan, Franco &amp; Cia...).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* A realidade -&lt;/strong&gt; As empresas brasileiras e o pr&#243;prio governo n&#227;o est&#227;o conseguindo renovar os empr&#233;stimos baseados em t&#237;tulos (b&#244;nus) no exterior, com prazo de um ano ou mais para pagar. Tem havido apenas &#8220;empr&#233;stimos-ponte&#8221;, de curt&#237;ssimo prazo, para rolar as d&#237;vidas anteriores. Equil&#237;brio prec&#225;rio, que pode ser rompido da noite para o dia. Mesmo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* Juros -&lt;/strong&gt; &#8220;O governo j&#225; come&#231;ou a reduzir os juros, que subiram 100% em novembro para defender o Real. Isso significa que em breve a economia poder&#225; voltar a crescer, mesmo que em ritmo modesto, reduzindo-se o desemprego&#8221; &#8211; afirma&#231;&#227;o de l&#237;deres empresariais e pol&#237;ticos, bem como da indefect&#237;vel equipe econ&#244;mica e de-formadores de opini&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* A realidade -&lt;/strong&gt; No leil&#227;o para venda de t&#237;tulos do Tesouro (d&#237;vida interna) da &#250;ltima ter&#231;a-feira, o governo foi for&#231;ado a pagar escorchantes 37,7% ao ano aos compradores (bancos, grandes aplicadores). E, no mercado futuro, as taxas de juros previstas para fevereiro e mar&#231;o voltaram a subir, para a faixa de 2,8% ao m&#234;s. O mercado, ao exigir juros mais altos, revela desconfian&#231;a no futuro, apesar do &#8220;pacote&#8221; de ajuste.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* Rombo -&lt;/strong&gt; &#8220;O pacote vai reduzir o d&#233;ficit do setor p&#250;blico, salvando o Real&#8221; &#8211; afirmam os mesmos otimistas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* A realidade -&lt;/strong&gt; As taxas de juros brutais, que n&#227;o mostram tend&#234;ncia de queda, est&#227;o fazendo a d&#237;vida do Tesouro (e dos Estados) explodir, isto &#233;, criando um &#8220;rombo&#8221; cada vez mais insustent&#225;vel. E, como n&#227;o haver&#225; recupera&#231;&#227;o da economia, a arrecada&#231;&#227;o de impostos tamb&#233;m cair&#225;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Moral da hist&#243;ria: a situa&#231;&#227;o do Real continua em deteriora&#231;&#227;o. A economia brasileira n&#227;o saiu da armadilha. O c&#237;rculo vicioso persiste: juros altos, rombo, desconfian&#231;a, juros mais altos, rombo. De uma hora para a outra, o &#8220;mercado&#8221; dir&#225; &#8220;n&#227;o&#8221; a esse quadro. A&#237;...&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Safras&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Do ministro da Agricultura: &#8220;O fen&#244;meno El Ni&#241;o vai at&#233; aumentar a produ&#231;&#227;o agr&#237;cola brasileira&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;* A realidade -&lt;/strong&gt; Os pre&#231;os dos alimentos est&#227;o em alta acentuada desde dezembro. O custo da cesta b&#225;sica em S&#227;o Paulo vem batendo recordes sucessivos, aproximando-se de R$ 120,00 (ah, sim: essa alta n&#227;o mereceu nenhum destaque no notici&#225;rio, at&#233; agora).&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Caixa Econ&#244;mica&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;No ano passado, a Caixa Econ&#244;mica Federal e o Banco do Brasil foram transformados em imensa &#8220;lixeira&#8221; pela equipe FHC, que usou as duas institui&#231;&#245;es para comprar &#8220;neg&#243;cios podres&#8221; dos grandes bancos privados (e mesmo de empresas), aberra&#231;&#227;o que esta coluna denunciou insistentemente na &#233;poca. O presidente da Caixa, S&#233;rgio Cutolo, chegou a afirmar, inacreditavelmente, que estava comprando &#8220;ativos l&#237;quidos e rent&#225;veis&#8221;, como as carteiras de cr&#233;dito imobili&#225;rio (empr&#233;stimos para as compras de im&#243;veis). No balancete de outubro, a CEF acusa um preju&#237;zo de R$ 100 milh&#245;es com cr&#233;ditos que ela &#8220;absorveu&#8221; do Banco Econ&#244;mico. E esse &#233; apenas um caso. E os milh&#245;es de mutu&#225;rios inadimplentes que deviam aos bancos que a Caixa Econ&#244;mica absorveu a mando da equipe FHC? Essas opera&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o um crime de lesa-patrim&#244;nio p&#250;blico? N&#227;o mereceriam uma CPI? Ou a abertura de processo pelo Minist&#233;rio P&#250;blico?&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Reforma agr&#225;ria&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&#8220;O governo vai fazer a reforma agr&#225;ria por interm&#233;dio da cobran&#231;a do Imposto Territorial Rural, que taxar&#225; a propriedade improdutiva &#8211; e, ainda, proporcionar&#225; R$ 1,3 bilh&#227;o, em dois anos, para desapropria&#231;&#245;es etc.&#8221; Afirma&#231;&#227;o do presidente da Rep&#250;blica, seus ministros &#8211; e de milion&#225;ria campanha publicit&#225;ria que ainda est&#225; na TV. Agora, j&#225; se sabe: o ITR vai arrecadar apenas R$ 300 milh&#245;es (e olhe l&#225;) este ano.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>A falta de mem&#243;ria (e de &#8220;otras cositas&#8221;)</title>
		<link>https://www.aloysiobiondi.jor.br/spip.php?article982</link>
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		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Economia</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>
		<dc:subject>Agricultura</dc:subject>

		<description>Em junho do ano passado, o presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu, publicamente, que iria criar o seguro agr&#237;cola para cobrir os preju&#237;zos que os agricultores sofrem quando desastres clim&#225;ticos destroem as colheitas. Um seguro que existe nos outros pa&#237;ses. Isso foi h&#225; um ano. Mas o presidente n&#227;o honrou seu compromisso. Ou se esqueceu. Ou foi convencido pela brilhante equipe econ&#244;mica &#8211; sempre pronta a vetar recursos quando eles atenderiam a interesses da sociedade &#8211; a engavetar a promessa. (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Em junho do ano passado, o presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu, publicamente, que iria criar o seguro agr&#237;cola para cobrir os preju&#237;zos que os agricultores sofrem quando desastres clim&#225;ticos destroem as colheitas. Um seguro que existe nos outros pa&#237;ses. Isso foi h&#225; um ano. Mas o presidente n&#227;o honrou seu compromisso. Ou se esqueceu. Ou foi convencido pela brilhante equipe econ&#244;mica &#8211; sempre pronta a vetar recursos quando eles atenderiam a interesses da sociedade &#8211; a engavetar a promessa. Isso, apesar de j&#225; se saber, desde o ano passado, que o El Ni&#241;o poderia provocar preju&#237;zos dantescos aos micro, pequenos e m&#233;dios agricultores brasileiros. Milh&#245;es de fam&#237;lias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se o seguro agr&#237;cola tivesse sido criado, milh&#245;es de fam&#237;lias, hoje, teriam uma indeniza&#231;&#227;o (ao menos parcial) pela perda de suas lavouras, provocada pela seca &#8211; e inunda&#231;&#245;es, no Sul. Milh&#245;es de pessoas no Nordeste. Centenas de milhares no Sul, Sudeste e Centro-Oeste de fam&#237;lias produtoras de trigo, arroz e at&#233; frutas (laranja, goiaba e ma&#231;&#227; sobretudo). Hoje, h&#225; saques e amea&#231;as de terremotos sociais no Nordeste.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O microprodutor arruinado vende seu peda&#231;o de terra, a um pre&#231;o &#237;nfimo, a um grande propriet&#225;rio das redondezas, ou simplesmente abandona tudo. Vira sem-terra. Ou sem-teto. O Brasil de FHC faz uma reforma agr&#225;ria. &#192;s avessas. De quem &#233; a responsabilidade? Da falta de mem&#243;ria do presidente? Ou da pol&#237;tica de delenda-Brasil da equipe harvardiana?&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Seca? Bahh!&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Diz o governo FHC que o problema do Nordeste &#233; a seca. A falta d'&#225;gua. Cr&#244;nica. E diz mais: por isso mesmo, por tratar-se de problema secular, irresol&#250;vel, foi at&#233; preciso criar um &#243;rg&#227;o especial, a Sudene (Superintend&#234;ncia do Desenvolvimento do Nordeste), para a regi&#227;o. Aqui, ou h&#225; falta de mem&#243;ria. Ou escandalosa ignor&#226;ncia, e portanto incapacidade de governar. A cria&#231;&#227;o da Sudene no final dos anos 50 foi uma decis&#227;o revolucion&#225;ria, a partir de um estudo tamb&#233;m revolucion&#225;rio do economista Celso Furtado (lembram-se dele, FHC, Malan, Kandir, Bacha, Mendon&#231;a de Barros e pseudogeniozinhos?). Furtado provou que a mis&#233;ria do Nordeste nada tinha a ver com a seca.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Seca? Bahh! - 2&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O problema, no diagn&#243;stico de Furtado, n&#227;o era apenas a exist&#234;ncia dos latif&#250;ndios das usinas de a&#231;&#250;car e cria&#231;&#227;o de gado. Havia tamb&#233;m milh&#245;es de fam&#237;lias nordestinas que tentavam colher um pouco de arroz e feij&#227;o em min&#250;sculos peda&#231;os de terra, os minif&#250;ndios &#8211; aten&#231;&#227;o: de sua propriedade, ou ent&#227;o &#8220;cedidos&#8221; pelos usineiros de a&#231;&#250;car ou pelos criadores de gado, donos de latif&#250;ndios como forma (a t&#237;tulo de) quase &#250;nica de pagamento pelo uso da m&#227;o-de-obra das fam&#237;lias. Em resumo: o povo nordestino n&#227;o tinha (n&#227;o tem, em imensa parcela, ainda hoje) pagamento em dinheiro e tampouco produzia, em seus peda&#231;os de terra, uma quantidade de alimentos suficiente para sua alimenta&#231;&#227;o e, ainda, para a venda de algum &#8220;excedente&#8221;. O povo nordestino, em resumo, vivia (vive) &#8220;da m&#227;o para a boca&#8221;, sem reservas de alimentos ou dinheiro. Esse equil&#237;brio prec&#225;rio se rompia sempre que havia seca &#8211; conclui Furtado &#8211;, que, portanto, n&#227;o &#233; a &#8220;causa do problema&#8221;. Mas, sim, t&#227;o-somente, se incumbe de coloc&#225;-lo a nu. Hoje, na TV.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Donos de tudo&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Dentro de sua proposta de desenvolvimento para o Nordeste, Celso Furtado prega uma &quot;reforma agr&#225;ria&quot; tamb&#233;m revolucion&#225;ria. Por qu&#234;? Al&#233;m da &#8220;divis&#227;o&#8221; do latif&#250;ndio, Furtado propunha que houvesse um &#8220;agrupamento&#8221; de minif&#250;ndios, garantindo a cada fam&#237;lia um peda&#231;o de terra capaz de produzir alimentos para sua subsist&#234;ncia &#8211; e uma &#8220;sobra&#8221; para vender, gerando-se renda e consumo, isto &#233;, um mercado consumidor que, por sua vez, permitiria o surgimento de ind&#250;strias, detonando-se um processo de crescimento econ&#244;mico na regi&#227;o. E as fam&#237;lias desalojadas dos minif&#250;ndios usados no &#8220;agrupamento&#8221;? Milh&#245;es delas &#8211; defendia Furtado &#8211; seriam transferidas para terra do governo federal e dos Estados &#8211; sobretudo para os chamados &#8220;vales &#250;midos&#8221; do Maranh&#227;o. Interesses pol&#237;ticos, a for&#231;a das &#8220;elites&#8221; (tamb&#233;m do Sul) criaram distor&#231;&#245;es na administra&#231;&#227;o da Sudene &#8211; e o Nordeste de hoje &#233; o mesmo de ontem. &#8220;Culpa da seca&#8221;, diz o desmemoriado governo FHC. E as terras do governo? Foram doadas por governadores ou por Bras&#237;lia a seus pr&#243;prios familiares, a grandes empres&#225;rios, a &#8220;amigos&#8221;. Agora, nestes 20 anos ou 30 anos. Como aconteceu no Centro-Oeste. Como aconteceu no Pontal do Paranapanema, em S&#227;o Paulo, onde 90% das terras, pertencentes ao Estado, foram invadidas e ocupadas pelos atuais &#8220;grandes propriet&#225;rios&#8221;. O desespero dos sem-terra n&#227;o deve surpreender a ningu&#233;m.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Bancos quebrados e reinven&#231;&#227;o da roda </title>
		<link>https://www.aloysiobiondi.jor.br/spip.php?article981</link>
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		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Economia</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>

		<description>Mais um banco, o BMD, quebra. Clientes, empresas ou pessoas tentam recuperar seu dinheiro. O Banco Central foge a qualquer responsabilidade no caso e repete que n&#227;o ser&#225; liberado nenhum tost&#227;o acima do valor de R$ 20 mil. Enquanto isso, ironicamente, o governo e seus ac&#243;litos repetem que o socorro aos bancos, no Jap&#227;o e na Cor&#233;ia, &#233; uma repeti&#231;&#227;o do Proer, o programa brasileiro &#8211; e aproveitam para repetir, tamb&#233;m cinicamente, que foi o Proer que evitou uma grande crise no Brasil, que teria (...)

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&lt;a href="https://www.aloysiobiondi.jor.br/spip.php?mot10" rel="tag"&gt;Jornal Folha de S.Paulo&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Mais um banco, o BMD, quebra. Clientes, empresas ou pessoas tentam recuperar seu dinheiro. O Banco Central foge a qualquer responsabilidade no caso e repete que n&#227;o ser&#225; liberado nenhum tost&#227;o acima do valor de R$ 20 mil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Enquanto isso, ironicamente, o governo e seus ac&#243;litos repetem que o socorro aos bancos, no Jap&#227;o e na Cor&#233;ia, &#233; uma repeti&#231;&#227;o do Proer, o programa brasileiro &#8211; e aproveitam para repetir, tamb&#233;m cinicamente, que foi o Proer que evitou uma grande crise no Brasil, que teria prejudicado milh&#245;es de depositores e empresas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ora, nada mais falso &#8211; e o caso recente do BMD mostra claramente a diferen&#231;a de preocupa&#231;&#245;es por parte de cada governo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No Jap&#227;o e na Cor&#233;ia, empresas e pessoas n&#227;o ficaram a ver navios, da noite para o dia. L&#225;, a administra&#231;&#227;o dos bancos quebrados &#233; entregue temporariamente a outros bancos, para que as empresas e pessoas, os clientes, n&#227;o sejam prejudicados com a interrup&#231;&#227;o das atividades &#8211; e bloqueio do seu dinheiro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esses &#8220;bancos-pontes&#8221;, como s&#227;o chamados, recebem tamb&#233;m temporariamente recursos do governo, para cobrir eventual &#8220;corrida&#8221; de saques. E os recursos do governo n&#227;o s&#227;o uma &#8220;doa&#231;&#227;o&#8221; aos compradores: o governo tamb&#233;m fica com a&#231;&#245;es dos bancos em dificuldade &#8211; com a possibilidade, portanto, de participar de eventuais lucros de uma recupera&#231;&#227;o futura.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No Brasil, empresas e pessoas ficam a ver navios. O governo fica com a &#8220;parte podre&#8221;, o preju&#237;zo, dos bancos quebrados. Os &#8220;compradores&#8221;, com os lucros. No Jap&#227;o e na Cor&#233;ia, tudo ser&#225; transparente. Aqui, o governo recusa informa&#231;&#245;es sobre os preju&#237;zos com o Proer.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Com amn&#233;sia&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A enxurrada de importa&#231;&#245;es continua, o &#8220;rombo&#8221; na balan&#231;a comercial continua &#8211; contrariando as previs&#245;es dos &#8220;palpiteiros&#8221; da equipe econ&#244;mica do presidente e confirmando os temores e previs&#245;es desta coluna. As oposi&#231;&#245;es, em suas propostas, prev&#234;em revis&#227;o &#224; pol&#237;tica de importa&#231;&#245;es e, dentro dela, crit&#233;rios de seletividade, isto &#233;, produtos menos essenciais, os chamados &#8220;sup&#233;rfluos&#8221;, pagariam impostos mais altos para poder entrar no pa&#237;s.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A proposta mereceu imediato bombardeio por parte de defensores do &#8220;escancaramento do mercado&#8221;, que invocaram exemplos do passado para argumentar. Foram v&#237;timas, por&#233;m, de amn&#233;sia.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Com amn&#233;sia - 2&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O ex-ministro Mailson da Nobrega, por exemplo, em artigo nesta &lt;i&gt;Folha&lt;/i&gt;, ressuscita argumentos filos&#243;ficos para justificar a importa&#231;&#227;o de todo e qualquer bem. Sofismando, lembra que &#8220;carros&#8221; podem ser sup&#233;rfluos para uns e essenciais para outros e assim por diante.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois, lan&#231;a seus ataques contra a pol&#237;tica de importa&#231;&#245;es da d&#233;cada de 70, que teria sido &#8211; na sua explana&#231;&#227;o &#8211; produto da mentalidade dos militares e da ditadura, controlismo estatal etc.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O ex-ministro Mailson da Nobrega somente se esqueceu de dizer que o Brasil estava quebrado, no come&#231;o da d&#233;cada de 70, e n&#227;o tinha d&#243;lares para importar o que bem entendesse.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O pr&#243;prio ent&#227;o ministro Mario Henrique Simonsen, que certamente n&#227;o era &#8220;comunista&#8221; ou &#8220;anticapitalista&#8221;, dizia que o Brasil tinha realizado uma &#8220;industrializa&#231;&#227;o com p&#233;s de barro&#8221;. Isto &#233;: o pa&#237;s atraiu multinacionais que instalaram f&#225;bricas de autom&#243;veis, eletrodom&#233;sticos, tecidos sint&#233;ticos, sem ter criado, antes, usinas, f&#225;bricas que produzissem o a&#231;o, o alum&#237;nio, a borracha &#8211; ou o petr&#243;leo: era tudo importado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim, quando a economia crescia, a produ&#231;&#227;o de autom&#243;veis ou eletroeletr&#244;nicos crescia, disparavam tamb&#233;m as importa&#231;&#245;es de mat&#233;rias-primas, pe&#231;as, componentes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Faltavam d&#243;lares. Para pag&#225;-los, foi preciso controlar as importa&#231;&#245;es, sim. N&#227;o por &#8220;estatismo&#8221;. Mas porque ningu&#233;m continuaria a vender qualquer coisa ao Brasil &#8211; sem d&#243;lares.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Falsear a hist&#243;ria para justificar a maluquice da equipe FHC n&#227;o &#233; correto.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Sem tecnologia&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Tamb&#233;m para justificar a privatiza&#231;&#227;o das empresas de telecomunica&#231;&#245;es, o governo usa o pretexto da &#8220;necessidade de atrair empresas multinacionais que disp&#245;em de tecnologia moderna&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Colunistas, tamb&#233;m desmemoriados, fazem coro e dizem que &#233; preciso importar tecnologia, pois tentar cri&#225;-la &#233; como &#8220;reinventar a roda&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No entanto esses colunistas sabem muito bem (muito, mesmo) que na d&#233;cada de 70 o governo, al&#233;m de criar centros de tecnologia da pr&#243;pria Telebr&#225;s, fez uma an&#225;lise das tecnologias aplicadas nos principais pa&#237;ses desenvolvidos, escolheu os melhores processos &#8211; e convidou as multinacionais a adot&#225;-los na produ&#231;&#227;o dos equipamentos. Aqui no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&#227;o houve, como est&#225; havendo agora, enxurrada de importa&#231;&#245;es (US$ 12 bilh&#245;es em eletr&#244;nicos, neste ano) e &#8220;torra de d&#243;lares&#8221;. Nem se comprou tecnologia ultrapassada &#8211; como o pr&#243;prio ministro Mendon&#231;a de Barros disse estar havendo... E tampouco o Brasil voltou &#224; condi&#231;&#227;o de botocudo, incapaz de saber como se faz uma roda. E que por isso est&#225; condenado a import&#225;-la eternamente. Se tiver d&#243;lares para isso. E n&#227;o tem...&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Empres&#225;rios, classe m&#233;dia, deputados e governadores</title>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>
		<dc:subject>Privatiza&#231;&#227;o e Estado</dc:subject>

		<description>As elei&#231;&#245;es passaram, o &#8220;pacote chegou&#8221;. Governadores, deputados federais e estaduais, senadores podem agora tomar decis&#245;es pr&#243;prias, deixar de dizer &#8220;am&#233;m&#8221; &#224;s decis&#245;es da equipe econ&#244;mica de Bras&#237;lia, retomando &#8211; em alguns casos &#8211; a dignidade que sua atua&#231;&#227;o pol&#237;tica ostentava no passado. H&#225; motivos de sobra para essa mudan&#231;a: o &#8220;pacote&#8221; vai provocar mais recess&#227;o, mais quebradeira de empres&#225;rios, mais desemprego, como o pr&#243;prio governo federal admite. Ent&#227;o, cabe aos governadores e deputados buscar caminhos (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;As elei&#231;&#245;es passaram, o &#8220;pacote chegou&#8221;. Governadores, deputados federais e estaduais, senadores podem agora tomar decis&#245;es pr&#243;prias, deixar de dizer &#8220;am&#233;m&#8221; &#224;s decis&#245;es da equipe econ&#244;mica de Bras&#237;lia, retomando &#8211; em alguns casos &#8211; a dignidade que sua atua&#231;&#227;o pol&#237;tica ostentava no passado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;H&#225; motivos de sobra para essa mudan&#231;a: o &#8220;pacote&#8221; vai provocar mais recess&#227;o, mais quebradeira de empres&#225;rios, mais desemprego, como o pr&#243;prio governo federal admite. Ent&#227;o, cabe aos governadores e deputados buscar caminhos que reduzam os efeitos do &#8220;pacote&#8221; e diminuam a dura&#231;&#227;o da crise.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma &#225;rea que pode render bilh&#245;es de reais, ajudando a fechar o famoso &#8220;rombo&#8221;, &#233; a revis&#227;o imediata da pol&#237;tica de privatiza&#231;&#245;es, que tem representado preju&#237;zos bilion&#225;rios aos Estados e Uni&#227;o. Alguns exemplos ajudam a entender o que est&#225; acontecendo:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fepasa -&lt;/strong&gt; A antiga estatal ferrovi&#225;ria paulista, entregue ao governo federal dentro do acordo de renegocia&#231;&#227;o da d&#237;vida do Estado, est&#225; com o seu leil&#227;o de &#8220;privatiza&#231;&#227;o&#8221; marcado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Al&#233;m de uma rede de trilhos de 5.000 quil&#244;metros, atravessando todas as regi&#245;es do Estado, com sistemas el&#233;tricos, im&#243;veis etc., a empresa possui 11 mil vag&#245;es (dos quais apenas 10%, ou mil, fora de circula&#231;&#227;o, precisando de reparos).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Qual o valor somente desses vag&#245;es, comprados ao longo de d&#233;cadas com os impostos ou contribui&#231;&#245;es pagos pelos empres&#225;rios, classe m&#233;dia e pov&#227;o? N&#250;meros divulgados por ferrovias j&#225; privatizadas falam em R$ 2 milh&#245;es a R$ 3 milh&#245;es por vag&#227;o. A procederem esses n&#250;meros, ser&#227;o R$ 20 bilh&#245;es a R$ 30 bilh&#245;es aplicados pelos contribuintes paulistas somente na compra dos vag&#245;es...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por quanto a Fepasa est&#225; sendo arrendada? Pela ninharia de R$ 230 milh&#245;es &#8211; a ser pagos em 30 anos, em presta&#231;&#245;es trimestrais de R$ 116 mil. Ou R$ 40 mil por m&#234;s. Um patrim&#244;nio de R$ 20 bilh&#245;es a R$ 30 bilh&#245;es entregue a grupos privados por R$ 40 mil/m&#234;s...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fepasa, ainda -&lt;/strong&gt; No acordo com a Uni&#227;o, o governo Covas &#8220;entregou&#8221; a Fepasa por R$ 2 bilh&#245;es. Diante desses n&#250;meros, seria oportuno que o Tribunal de Contas do Estado diligenciasse para suspender o leil&#227;o da estatal, at&#233; que o seu verdadeiro valor fosse apurado, permitindo:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;1) Rever o &#8220;pre&#231;o&#8221; recebido por S&#227;o Paulo;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;2) Fixar um pre&#231;o n&#227;o lesivo para a privatiza&#231;&#227;o. Como a empresa j&#225; foi federalizada, a suspens&#227;o do leil&#227;o dependeria, em &#250;ltima inst&#226;ncia, do Tribunal de Contas da Uni&#227;o. A decis&#227;o &#233; poss&#237;vel: ainda nos &#250;ltimos dias de outubro, o TCU ordenou que a Uni&#227;o &#8220;retirasse&#8221;, do leil&#227;o da Fepasa, a ponte sobre o rio Paran&#225;, na qual o governo paulista gastou algo como R$ 500 milh&#245;es e que havia sido surpreendentemente inclu&#237;da, gr&#225;tis, na opera&#231;&#227;o de &#8220;privatiza&#231;&#227;o&#8221; (decis&#227;o criticada nesta coluna, h&#225; coisa de um m&#234;s).&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Tudo de gra&#231;a&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Segundo excelente reportagem da jornalista Elvira Lobato, nesta Folha (28/10/98), o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem ganhou nova fonte de rendas. Vai receber um aluguel de R$ 1.200 por quil&#244;metro, cobrado de empresas de telecomunica&#231;&#245;es que instalarem cabos de transmiss&#227;o ao longo de suas rodovias. Essa not&#237;cia deve provocar reflex&#245;es de deputados, senadores, Tribunais de Contas &#8211; e empres&#225;rios, classe m&#233;dia e pov&#227;o. Por qu&#234;?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;H&#225; muito tempo, desde o in&#237;cio do debate (???) da privatiza&#231;&#227;o no pa&#237;s, t&#233;cnicos lembravam que, ao calcular o pre&#231;o da &#8220;venda&#8221; de empresas de energia el&#233;trica, principalmente, o governo deveria incluir a receita que poderia ser obtida com um novo neg&#243;cio ou exatamente a utiliza&#231;&#227;o da infra-estrutura existente, para a futura passagem dos cabos de telecomunica&#231;&#245;es.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ou mais claramente: os postes, redes de fia&#231;&#227;o das empresas de energia (ou de ferrovias, como a Fepasa) e mesmo os sistemas (n&#227;o se surpreenda) de tubula&#231;&#245;es de &#225;gua, esgoto (Sabesp) poderiam ser usados com o suporte das redes das empresas telef&#244;nicas, que n&#227;o teriam despesas para instalar toda essa infra-estrutura &#8211; e por isso pagariam um aluguel a quem as cedesse.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&#227;o se trata de pouco dinheiro, n&#227;o. No caso do DNER, note- se bem, o aluguel &#233; apenas para usar a margem das rodovias e instalar nelas as redes, e mesmo assim a cifra &#233; expressiva.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quanto os Estados, inclusive S&#227;o Paulo, perderam ao n&#227;o cobrar por essa futura fonte de renda, na venda de suas empresas energ&#233;ticas? E quanto os grupos privados que as &#8220;compraram&#8221; v&#227;o lucrar?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;H&#225; uma alternativa para corrigir a distor&#231;&#227;o: a renda proveniente dessa explora&#231;&#227;o da infra-estrutura deveria ser no m&#237;nimo repartida com o governo paulista.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#201; longa a rela&#231;&#227;o de pontos &#8220;obscuros&#8221; no c&#225;lculo do valor de empresas estatais que foram privatizadas ou dever&#227;o ser. Por ora, mais um exemplo: algumas estatais tinham &#8220;reservas&#8221; de centenas de milh&#245;es de reais para poss&#237;vel pagamento de impostos. Com mudan&#231;as na lei, ou decis&#245;es do Judici&#225;rio, o pagamento foi suspenso e as reservas viraram lucros dos novos &#8220;propriet&#225;rios&#8221;... Esses valores foram inclu&#237;dos no pre&#231;o da estatal, para sua privatiza&#231;&#227;o?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Todas essas perguntas somente podem ser respondidas com uma revis&#227;o das privatiza&#231;&#245;es, pelas Assembl&#233;ias Legislativas, nos Estados, e pelos Tribunais de Contas. Tarefa que certamente seria executada se entidades empresariais, sindicais e organiza&#231;&#245;es da sociedade civil detonassem um amplo movimento de press&#227;o sobre legisladores e governadores.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;A crise nos EUA&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Prossegue a manipula&#231;&#227;o do notici&#225;rio destinada a apresentar os EUA de Clinton como &#8220;a salva&#231;&#227;o do mundo&#8221;. No final da semana passada, noticiou-se que o PIB norte-americano cresceu 3,3% no terceiro trimestre, demonstrando a &#8220;pujan&#231;a&#8221; da economia norte-americana. A expans&#227;o nada tem de saud&#225;vel. Deveu-se basicamente ao crescimento de US$ 57 bilh&#245;es nos estoques. Os gastos com novas constru&#231;&#245;es ca&#237;ram 6,5%; a poupan&#231;a dos investidores &#8220;sumiu&#8221;, representando apenas 0,1% de sua renda l&#237;quida; a taxa de crescimento dos gastos dos consumidores recuou de 5,5% para 3,9% no semestre; as exporta&#231;&#245;es voltaram a cair, 2,9%, e as importa&#231;&#245;es subiram 7,7%.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Classe m&#233;dia e pov&#227;o rumo &#224; crise</title>
		<link>https://www.aloysiobiondi.jor.br/spip.php?article979</link>
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		<dc:date>2008-03-27T20:26:22Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Economia</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>

		<description>&#8220;Pacote&#8221; anunciado h&#225; 50 dias, quase dois meses. Classe m&#233;dia, pov&#227;o, empres&#225;rios, funcion&#225;rios p&#250;blicos e agricultores assistem &#224; TV. Economistas, analistas, empres&#225;rios, banqueiros falam sobre a crise que vem a&#237;. Para alguns, no come&#231;o de 1999, &#8220;o desemprego vai crescer mais 4% a 5%&#8221;, atingindo n&#237;veis nunca vistos no pa&#237;s. Para ouros, a recess&#227;o &#8220;vai derrubar o PIB em uns 7%, no primeiro trimestre&#8221;. Estranho pa&#237;s, este. A crise brutal que se aprofunda n&#227;o &#233; discutida, &#233; apenas tratada como algo t&#227;o (...)

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&lt;a href="https://www.aloysiobiondi.jor.br/spip.php?mot10" rel="tag"&gt;Jornal Folha de S.Paulo&lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&#8220;Pacote&#8221; anunciado h&#225; 50 dias, quase dois meses. Classe m&#233;dia, pov&#227;o, empres&#225;rios, funcion&#225;rios p&#250;blicos e agricultores assistem &#224; TV. Economistas, analistas, empres&#225;rios, banqueiros falam sobre a crise que vem a&#237;. Para alguns, no come&#231;o de 1999, &#8220;o desemprego vai crescer mais 4% a 5%&#8221;, atingindo n&#237;veis nunca vistos no pa&#237;s. Para ouros, a recess&#227;o &#8220;vai derrubar o PIB em uns 7%, no primeiro trimestre&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estranho pa&#237;s, este. A crise brutal que se aprofunda n&#227;o &#233; discutida, &#233; apenas tratada como algo t&#227;o fantasioso como a novela das oito. Que nada tem a ver com a vida de milh&#245;es de fam&#237;lias brasileiras. Fala-se no &#8220;PIB&#8221; ou na &#8220;taxa de desemprego&#8221;. Isto &#233;, discutem-se &#8220;estat&#237;sticas&#8221; e, com a maior naturalidade robotizada, aceita-se que elas despenquem. Ora c&#233;us, o pa&#237;s n&#227;o est&#225; diante de uma &#8220;crise das estat&#237;sticas&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os milh&#245;es de fam&#237;lias brasileiras est&#227;o diante da perspectiva de que milh&#245;es de chefes de fam&#237;lia, milh&#245;es de filhos, milh&#245;es de m&#227;es de fam&#237;lia fiquem sem emprego, sem dinheiro para necessidades m&#237;nimas como comer. De que milhares de empres&#225;rios &#8220;quebrem&#8221; e percam o fruto do seu trabalho de anos. O mesmo, para os agricultores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A gente brasileira n&#227;o est&#225; diante da queda de estat&#237;sticas, mas de um tempo de mais mis&#233;ria, mais viol&#234;ncia, mais doen&#231;a n&#227;o tratada, mais assaltos, mais uma &#8220;safra&#8221; de trombadinhas e trombad&#245;es, eles tamb&#233;m empurrados para a viol&#234;ncia contra a classe m&#233;dia, impulsionados por incontorn&#225;veis dificuldades financeiras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A dan&#231;a das estat&#237;sticas &#233; alienada e alienante. As fam&#237;lias brasileiras est&#227;o sendo enganadas, condenadas &#224; impot&#234;ncia, levadas a acreditar que &#8220;o pacote vai resolver os problemas do pa&#237;s&#8221; (n&#227;o vai), e por isso &#233; for&#231;oso &#8220;aceitar sacrif&#237;cios&#8221; (inexistentes ali&#225;s para quem est&#225; no poder ou pr&#243;ximo dele). Silenciosos, diante da TV, classe m&#233;dia, pov&#227;o, empres&#225;rios e agricultores v&#234;em o negrume avan&#231;ar. N&#227;o h&#225; motivo para essa passividade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em qualquer pa&#237;s do mundo, diante de uma crise &#8211; verdadeira &#8220;emerg&#234;ncia nacional&#8221; &#8211;, governo e oposi&#231;&#245;es se mobilizam para reduzir, o m&#225;ximo poss&#237;vel, os efeitos desastrosos dos &#8220;pacotes&#8221; de ajuste &#8211; porque existem caminhos, armas de pol&#237;tica econ&#244;mica para isso. Aqui no Brasil, passados quase dois meses desde o primeiro an&#250;ncio do &#8220;pacote&#8221;, nenhuma provid&#234;ncia desse tipo foi adotada &#8211; a n&#227;o ser o ir&#244;nico &#8220;prolongamento&#8221; do aux&#237;lio-desemprego. As fam&#237;lias brasileiras est&#227;o sendo tangidas para o caos, como bois para o matadouro. Deveriam exigir provid&#234;ncias alternativas do presidente da Rep&#250;blica, do Congresso Nacional, dos governadores, Assembl&#233;ias e prefeitos.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Na Argentina, n&#227;o&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O governo quer aumentar a recess&#227;o. Est&#225; dito, na carta do FMI, que o pacote vai reduzir ainda mais a produ&#231;&#227;o, para tentar reduzir as importa&#231;&#245;es de pe&#231;as, mat&#233;rias-primas pela ind&#250;stria e, assim, &#8220;poupar d&#243;lares&#8221; para reduzir o &#8220;rombo&#8221; com o exterior. Vamos deixar de lado, por ora, as aberra&#231;&#245;es que t&#234;m feito as importa&#231;&#245;es disparar, insistentemente criticadas nesta coluna ao longo de quatro anos. Como exemplo de medidas &#8220;alternativas&#8221;, vamos analisar outro caminho para economizar os d&#243;lares e, ao mesmo tempo, criar renda, consumo, empregos, arrecada&#231;&#227;o de impostos e menos recess&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No final dos anos 80, a Argentina sofreu crise semelhante &#224; brasileira nos dias de hoje. Uma das provid&#234;ncias do governo argentino: convocou o setor de turismo para um &#8220;mutir&#227;o&#8221;, destinado a evitar que os argentinos viajassem para o exterior (na &#233;poca, sobretudo Santa Catarina). Hot&#233;is, restaurantes, empresas a&#233;reas e mesmo o com&#233;rcio de regi&#245;es tur&#237;sticas ganharam redu&#231;&#245;es nos impostos &#8211; com a condi&#231;&#227;o de que reduzissem (mesmo, mesmo) seus pre&#231;os e assim retivessem os turistas dentro da Argentina.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&#227;o se diga desdenhosamente que provid&#234;ncias como essa s&#227;o &#8220;coisinhas&#8221; diante do tamanho da crise. Os brasileiros est&#227;o gastando US$ 6 bilh&#245;es &#8211; por ano... &#8211; com viagens tur&#237;sticas/ compras l&#225; fora. Reduzir esses gastos em 30% j&#225; deixaria uns US$ 2 bilh&#245;es no pa&#237;s. Mas, al&#233;m dos d&#243;lares, a estrat&#233;gia criaria empregos, renda, consumo, impostos &#8211; tudo, com efeitos multiplicadores sobre a economia, aqui dentro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aten&#231;&#227;o: a redu&#231;&#227;o de impostos deve atingir setores capazes de criar maior n&#250;mero de empregos e, ainda, em v&#225;rias regi&#245;es do pa&#237;s. A proposta de reduzir impostos &#8211; outra vez!!! &#8211; para for&#231;ar a venda de carros, com a chamada renova&#231;&#227;o da frota, &#233; uma indec&#234;ncia, inexplicavelmente apoiada por lideran&#231;as pol&#237;ticas e sindicais consideradas respeit&#225;veis.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;Pense pequeno&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;H&#225; outras provid&#234;ncias &#8220;pequenas&#8221;, eficazes contra as conseq&#252;&#234;ncias do pacote &#8211; e que n&#227;o entram em choque com os compromissos que o governo FHC assumiu com o FMI. Algumas delas nem sequer s&#227;o novidade, nem no Brasil nem no mundo. Governos de Estado e prefeitos (tamb&#233;m &#8220;im&#243;veis&#8221;, sem preocupa&#231;&#227;o com &#8220;seu povo&#8221;, at&#233; aqui) podem dar prioridade a pequenas obras e servi&#231;os (n&#227;o &#233; um &#8220;vexame&#8221; criar &#8220;frentes de trabalho&#8221;, n&#227;o. Na crise dos anos 80, at&#233; o governo dos EUA usou essa t&#225;tica).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em S&#227;o Paulo, por exemplo, pode-se atacar os &#8220;corredores de &#244;nibus&#8221;, baratos, e adiar o Rodoanel, de custo bilion&#225;rio (e falsamente &#8220;privatizado&#8221;, j&#225; que Estado, prefeitura e Uni&#227;o pagar&#227;o tudo ou quase tudo &#8211; salvo, &#243;bvio, as &#8220;pra&#231;as de ped&#225;gio&#8221;...). Os Estados, em programa conjunto com prefeitos, podem apoiar a agricultura, sobretudo a familiar, utilizando dinheiro das caixas estaduais e bancos estatais &#8211; que colocariam como prioridade tamb&#233;m o apoio aos pequenos e microempres&#225;rios.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E o governo federal, com o apoio &#8211; e press&#227;o &#8211; do Congresso Nacional? Para aumentar indiretamente o poder aquisitivo da popula&#231;&#227;o, uma alternativa (que n&#227;o aumentaria o d&#233;ficit do Tesouro) seria reduzir as presta&#231;&#245;es da casa pr&#243;pria, quando reajustadas pela terr&#237;vel TR (ilegal, de resto), adiando (e n&#227;o perdoando) o pagamento da parcela &#8220;anistiada&#8221; para o final do financiamento. Caberia ao governo federal, ainda, repetir uma experi&#234;ncia do M&#233;xico: convocar bancos e financeiras para rever contratos e reduzir as taxas de juros cobradas dos consumidores. Elas foram majoradas de forma massacrante h&#225; muito tempo: os juros do Banco Central est&#227;o em 35% &#8211; ao ano. E os bancos e financeiras cobram 10% a 13% dos clientes &#8211; ao m&#234;s. Nada a ver, portanto, com a &#8220;crise asi&#225;tica&#8221; ou &#8220;compensa&#231;&#227;o por causa da inadimpl&#234;ncia&#8221;. Ao contr&#225;rio do que se diz, os lucros dos bancos continuam alt&#237;ssimos, entre os maiores do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por limita&#231;&#245;es de espa&#231;o, &#233; imposs&#237;vel alongar a lista de provid&#234;ncias que permitiriam abrandar a desgraceira prevista para 1999. Acima de tudo, &#233; preciso substituir a dan&#231;a das estat&#237;sticas por um debate em que fique clara a necessidade e a possibilidade de as fam&#237;lias brasileiras se mobilizarem intensamente, at&#233; no dia-a-dia, para minimizar a crise.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nos pa&#237;ses asi&#225;ticos, a popula&#231;&#227;o foi convocada a dar prefer&#234;ncia aos produtos nacionais, para poupar d&#243;lares, defender seus empregos e superar a recess&#227;o. Para isso, entidades empresariais e governo lan&#231;aram campanhas de motiva&#231;&#227;o. Aqui, a popula&#231;&#227;o &#233; mantida &#224; margem, condenada a espectadora da dan&#231;a de estat&#237;sticas. Dan&#231;a tr&#225;gica.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Os &#8220;grampos&#8221;&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Colunistas e comentaristas rasgam elogios aos &#8220;t&#233;cnicos de alt&#237;ssimo n&#237;vel&#8221; que o governo perdeu por causa dos grampos telef&#244;nicos. &#201; mesmo? Pois aqui vai um desafio a esses colunistas: favor citar um &#250;nico, unzinho s&#243; exemplo de previs&#227;o da equipe FHC que se cumpriu, ao longo de quatro anos. Queda das importa&#231;&#245;es? Aumento das exporta&#231;&#245;es? Queda da inadimpl&#234;ncia? Redu&#231;&#227;o do desemprego? &#8220;O Brasil n&#227;o &#233; a &#193;sia&#8221;? Safra agr&#237;cola recorde? Crescimento da economia no segundo semestre de 1998? Ora, ora. Os erros da equipe econ&#244;mica, m&#234;s a m&#234;s, colocaram o Brasil no buraco. Que &#8220;compet&#234;ncia&#8221; &#233; essa? Qual o objetivo dessa louva&#231;&#227;o?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>A crise sai das sombras com for&#231;a total</title>
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		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>
		<dc:subject>Mercado Financeiro</dc:subject>

		<description>As Bolsas despencam. Pior ainda: o d&#243;lar e as taxas de juros sobem rapidamente nos mercados futuros, revelando o temor de uma desvaloriza&#231;&#227;o do real. Tudo, como em outubro, quando o pa&#237;s foi sacudido por um terremoto no mercado financeiro e perdeu de US$ 10 bilh&#245;es a US$ 15 bilh&#245;es em poucos dias. &#8220;Culpa da R&#250;ssia&#8221; ou &#8220;efeitos do avan&#231;o de Lula nas pesquisas&#8221;, apressam-se a dizer as an&#225;lises simplistas e mentirosas que infestam o Brasil nos &#250;ltimos quatro anos. Qual a verdade? Antes dos abalos na (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;As Bolsas despencam. Pior ainda: o d&#243;lar e as taxas de juros sobem rapidamente nos mercados futuros, revelando o temor de uma desvaloriza&#231;&#227;o do real. Tudo, como em outubro, quando o pa&#237;s foi sacudido por um terremoto no mercado financeiro e perdeu de US$ 10 bilh&#245;es a US$ 15 bilh&#245;es em poucos dias. &#8220;Culpa da R&#250;ssia&#8221; ou &#8220;efeitos do avan&#231;o de Lula nas pesquisas&#8221;, apressam-se a dizer as an&#225;lises simplistas e mentirosas que infestam o Brasil nos &#250;ltimos quatro anos. Qual a verdade?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Antes dos abalos na R&#250;ssia, e antes mesmo das pesquisas eleitorais, os d&#243;lares, isto &#233;, os banqueiros e aplicadores internacionais, j&#225; vinham abandonando o Brasil. Na primeira semana deste m&#234;s, a Bolsa de Valores de S&#227;o Paulo j&#225; acusava a fuga de algo como US$ 100 milh&#245;es. E no chamado &#8220;mercado flutuante&#8221;, esp&#233;cie de mercado negro autorizado pelo Banco Central, a mesma sangria era observada desde o come&#231;o do m&#234;s, acumulando-se a fuga de US$ 2,5 bilh&#245;es nas tr&#234;s primeiras semanas deste m&#234;s. A crise est&#225; de volta? N&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A crise da economia brasileira nunca foi sequer contornada: estava apenas escondida por uma &#8220;cortina de fuma&#231;a&#8221;. Constru&#237;da por an&#225;lises e declara&#231;&#245;es otimistas despejadas sobre a opini&#227;o p&#250;blica desde o pacote de outubro/novembro. &#8220;O Brasil reconquistou a confian&#231;a mundial porque est&#225; fazendo a li&#231;&#227;o de casa&#8221; (arghhhh), era uma das frases favoritas dos deslumbrados ac&#243;litos do governo FHC. Dizia-se que, com o &#8220;pacote&#8221;, o Brasil conseguiria eliminar dois fatores de intranq&#252;ilidade para os banqueiros e aplicadores internacionais: o &#8220;rombo&#8221; do Tesouro (ou do setor p&#250;blico), que seria controlado, e o &#8220;rombo&#8221; nas contas externas, de opera&#231;&#245;es com o exterior (importa&#231;&#245;es, exporta&#231;&#245;es, juros, remessa etc.). Falso.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;A cortina de fuma&#231;a&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Na pr&#225;tica, aconteceu o que os cr&#237;ticos (pouqu&#237;ssimos) previam:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#8220;Rombo&#8221; do Tesouro &#8211;&lt;/strong&gt; Em vez de cair, cresceu, puxado pelos juros exorbitantes que o governo passou a pagar (e pela queda de arrecada&#231;&#227;o nos Estados, como S&#227;o Paulo, provocada pela recess&#227;o).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rombo em d&#243;lares &#8211;&lt;/strong&gt; O jogo de ganhar juros sem iguais no mundo atraiu uma enxurrada de d&#243;lares especulativos. Mas a balan&#231;a comercial continuou a apresentar rombos (importa&#231;&#245;es superiores &#224;s exporta&#231;&#245;es) por causa do escancaramento do mercado (e n&#227;o por causa do d&#243;lar barato). Da mesma forma que as remessas continuaram a explodir por causa da desnacionaliza&#231;&#227;o e das &#8220;privatiza&#231;&#245;es&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Recess&#227;o &#8211;&lt;/strong&gt; Para coroar, e como tamb&#233;m era previs&#237;vel, a recess&#227;o e a queda nas vendas provocaram o adiamento ou redu&#231;&#227;o de investimentos de multinacionais que haviam se instalado ou comprado empresas no pa&#237;s. Menos d&#243;lares, portanto. O &#8220;pacote&#8221; de outubro/novembro foi um novo ato suicida da equipe FHC: a m&#233;dio prazo, agravar&#225; os problemas em lugar de solucion&#225;-los.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Sem controle&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Dia a dia, m&#234;s a m&#234;s, antes do &#8220;efeito R&#250;ssia&#8221; ou das pesquisas eleitorais, o Brasil continuou a acumular dados negativos. Agora, o FMI deseja um novo &#8220;pacote&#8221; para, dentro da sua cartilha, &#8220;colocar os problemas sob controle&#8221;. Nova &#8220;li&#231;&#227;o de casa&#8221; (arghhhh). O que isso significa?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para os economistas-banqueiros da equipe FHC, os mesmos caminhos errados de sempre: aumento de impostos ou corte nas despesas da Uni&#227;o e Estados &#8211; como forma n&#227;o apenas de tentar &#8220;cobrir o rombo&#8221; mas tamb&#233;m de &#8220;esfriar&#8221; ainda mais a economia, a pretexto de reduzir as importa&#231;&#245;es. Em outras palavras, mais recess&#227;o, mais desemprego, mais queda do poder aquisitivo, mais recess&#227;o. Recess&#227;o que, no final das contas, como visto, derruba a arrecada&#231;&#227;o e reduz o ingresso de d&#243;lares por causa da queda nos investimentos &#8211; e nos lucros das empresas, que atrairiam investidores para as Bolsas. Como desfecho, uma grande crise.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O governo FHC aprisionou a economia brasileira em uma armadilha. Em lugar de esperar passivamente por um novo &#8220;pacote&#8221; recessivo, cabe &#224; sociedade, e ao Congresso em particular, um debate aprofundado da desastrosa pol&#237;tica econ&#244;mica dos &#250;ltimos anos. Enquanto os problemas reais n&#227;o forem atacados, a crise continuar&#225; a avan&#231;ar, rumo ao incontrol&#225;vel. Entre esses problemas, o escancaramento &#224;s importa&#231;&#245;es. E as aberra&#231;&#245;es das privatiza&#231;&#245;es.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Greve dos fiscais, d&#243;lares, &#8220;pacotes&#8221;</title>
		<link>https://www.aloysiobiondi.jor.br/spip.php?article978</link>
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		<dc:date>2008-03-27T20:13:27Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Economia</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>

		<description>A greve dos fiscais da Receita Federal pode ajudar voc&#234;, leitor, a ficar sabendo qual &#233; o tamanho do &#8220;rombo&#8221; da Uni&#227;o. Poder&#225; ent&#227;o tirar suas pr&#243;prias conclus&#245;es sobre o tamanho real do &#8220;pacote&#8221; que o governo ter&#225; de anunciar para reduzir o &#8220;rombo&#8221;, isto &#233;, qual o tamanho da conta que vai ser apresentada aos contribuintes brasileiros &#8211; e, claro, que tipos de medidas v&#227;o atingir os bolsos da popula&#231;&#227;o. De quebra, voc&#234; poder&#225; ainda tentar responder &#224; quest&#227;o: os investidores/especuladores e banqueiros (...)

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&lt;a href="https://www.aloysiobiondi.jor.br/spip.php?mot10" rel="tag"&gt;Jornal Folha de S.Paulo&lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A greve dos fiscais da Receita Federal pode ajudar voc&#234;, leitor, a ficar sabendo qual &#233; o tamanho do &#8220;rombo&#8221; da Uni&#227;o. Poder&#225; ent&#227;o tirar suas pr&#243;prias conclus&#245;es sobre o tamanho real do &#8220;pacote&#8221; que o governo ter&#225; de anunciar para reduzir o &#8220;rombo&#8221;, isto &#233;, qual o tamanho da conta que vai ser apresentada aos contribuintes brasileiros &#8211; e, claro, que tipos de medidas v&#227;o atingir os bolsos da popula&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De quebra, voc&#234; poder&#225; ainda tentar responder &#224; quest&#227;o: os investidores/especuladores e banqueiros estrangeiros v&#227;o esperar at&#233; que as elei&#231;&#245;es passem e o &#8220;pacote&#8221; surja ou o quadro de problemas vai manter a fuga de d&#243;lares nas pr&#243;ximas semanas? Vamos por partes, para facilitar o racioc&#237;nio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O rombo -&lt;/strong&gt; J&#225; em meados de julho &#250;ltimo, o Fundo Monet&#225;rio Internacional advertiu que o rombo do setor p&#250;blico brasileiro era excessivo e recomendou um &#8220;ajuste&#8221;. Aten&#231;&#227;o: at&#233; aquela data, Bras&#237;lia havia divulgado o d&#233;ficit ocorrido apenas at&#233; abril. Recentemente, o governo anunciou resultado ainda pior, para maio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pergunta: qual a rea&#231;&#227;o internacional com a pr&#243;xima divulga&#231;&#227;o do d&#233;ficit at&#233; junho?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Caminhos -&lt;/strong&gt; Para reduzir o rombo, duas alternativas: corte de despesas ou aumento de impostos, &#8220;confiscos&#8221; etc. E &#233; aqui que a greve da Receita Federal serve como exemplo. Seus funcion&#225;rios n&#227;o desejam apenas reajustes de sal&#225;rios.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nada disso. Sua briga &#233; muito mais ampla. H&#225; anos, est&#225; em andamento um projeto de moderniza&#231;&#227;o da Receita, em termos de equipamentos, contrata&#231;&#227;o de mais fiscais e funcion&#225;rios etc. &#8211; tudo para combater a sonega&#231;&#227;o, isto &#233;, arrecadar mais para o Tesouro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E esse Plano era executado com recursos da pr&#243;pria Receita (e n&#227;o da Uni&#227;o), canalizados para um fundo especial, o Fundaf. Acontece que, no &#8220;pacote&#8221; de outubro passado, a equipe de FHC &#8220;confiscou&#8221;, transferiu para os cofres do Tesouro o dinheiro de fundos, autarquias, funda&#231;&#245;es, isto &#233;, se apropriou at&#233; de dinheiro gerado por essas &#225;reas. No caso da Receita, o confisco resultou em um corte de R$ 400 milh&#245;es a R$ 800 milh&#245;es, e o plano da moderniza&#231;&#227;o foi seriamente prejudicado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vejam bem: se a equipe econ&#244;mica &#8220;raspou o tacho&#8221;, cortou e confiscou verbas da Receita que poderiam aumentar a arrecada&#231;&#227;o, ent&#227;o pode-se imaginar a dificuldade para realizar novos cortes nas despesas do governo. Qual a alternativa que resta?&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Contra o muro&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Em tom otimista, o governo descarta o risco e os efeitos de novas fugas de investidores, insistindo na exist&#234;ncia de reservas de US$ 70 bilh&#245;es (cifra que j&#225; est&#225; mais baixa, ao que tudo indica). Mas o que o governo n&#227;o diz &#233; que o Brasil precisa obter, por baixo, algo como US$ 40 bilh&#245;es para manter compromissos diversos _e cobrir rombos deixados pela sa&#237;da de capitais de curto prazo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em r&#225;pidas pinceladas, os principais focos de preocupa&#231;&#227;o (em d&#243;lares): US$ 19 bilh&#245;es para amortiza&#231;&#245;es de juros &#8220;velhos&#8221; da d&#237;vida, at&#233; o final do ano; US$ 2,3 bilh&#245;es em b&#244;nus que empresas privadas n&#227;o est&#227;o conseguindo renovar, at&#233; outubro; US$ 6 bilh&#245;es em fundos de renda fixa e US$ 5 bilh&#245;es da &#8220;63 caipira&#8221;. At&#233; a&#237;, US$ 32 bilh&#245;es.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;H&#225; ainda o pr&#243;prio saldo negativo da balan&#231;a de contas correntes (com&#233;rcio e servi&#231;os), de no m&#237;nimo US$ 2 bilh&#245;es por m&#234;s, ou US$ 6 bilh&#245;es at&#233; outubro, e as sa&#237;das pelo chamado c&#226;mbio flutuante, hoje na casa de US$ 1,5 bilh&#227;o/m&#234;s, ou US$ 4,5 bilh&#245;es at&#233; outubro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;J&#225; dif&#237;cil, esse quadro &#233; agravado por outros fatores:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Balan&#231;a comercial -&lt;/strong&gt; O d&#233;ficit voltou a crescer, com queda no ritmo das exporta&#231;&#245;es. Nas tr&#234;s primeiras semanas de agosto, rombo de US$ 500 milh&#245;es, o dobro do resultado de todo o m&#234;s de agosto de 1997. Em tr&#234;s meses, at&#233; outubro, no m&#237;nimo US$ 1,5 bilh&#227;o de &#8220;rombo&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Multinacionais -&lt;/strong&gt; Costumam acelerar remessas de d&#243;lares, para as matrizes, no m&#234;s de setembro, por causa dos balan&#231;os anuais e semestrais em seus pa&#237;ses (nos quais o ano fiscal come&#231;a em outubro, como nos EUA, ou em abril).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fundos estrangeiros -&lt;/strong&gt; Idem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Morat&#243;ria russa -&lt;/strong&gt; Pode gerar o temor de que outros pa&#237;ses, como o Brasil, sigam o mesmo caminho.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Armadilha dupla&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;H&#225; meses, o governo tenta adiar a fuga de d&#243;lares. Para isso, al&#233;m de manobras n&#227;o transparentes, passou a vender t&#237;tulos que pagam, al&#233;m de juros, a corre&#231;&#227;o cambial, isto &#233;, qualquer desvaloriza&#231;&#227;o do real vira um &#8220;lucro extra&#8221; para os compradores dos pap&#233;is.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A curt&#237;ssimo prazo, essa estrat&#233;gia de empurrar com a barriga traz vantagens aos investidores e pode ajudar a reter os d&#243;lares. Mas ela &#233; uma nova armadilha para o governo e o pa&#237;s.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os bancos aplicadores que compraram os t&#237;tulos cambiais podem pressionar o governo a decretar a m&#225;xi, j&#225; que passaram a lucrar com ela. A&#237;, sim, h&#225; o risco de um &#8220;ataque especulativo&#8221; contra o real &#8211; facilitado pelo ac&#250;mulo de problemas e estat&#237;sticas negativas do pa&#237;s.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Empres&#225;rios e trabalhadores, c&#250;mplices no assalto </title>
		<link>https://www.aloysiobiondi.jor.br/spip.php?article976</link>
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		<dc:date>2008-03-27T19:55:35Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Economia</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>
		<dc:subject>Privatiza&#231;&#227;o e Estado</dc:subject>

		<description>O assalto contra o patrim&#244;nio coletivo &#8211; isto &#233;, pertencente &#224; sociedade, classe m&#233;dia, pov&#227;o, empres&#225;rios &#8211; atinge propor&#231;&#245;es inacredit&#225;veis, encoberto pelo pomposo t&#237;tulo de &#8220;privatiza&#231;&#227;o&#8221;. Todos os dias surgem exemplos de &#8220;neg&#243;cios da China&#8221;, doa&#231;&#245;es a grandes grupos empresariais e multinacionais _sem qualquer rea&#231;&#227;o dos empres&#225;rios/contribuintes, trabalhadores/contribuintes, classe m&#233;dia/contribuinte que, por sua passividade, transformam-se em c&#250;mplices do grande assalto. Banco do Brasil - Vai privatizar, (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O assalto contra o patrim&#244;nio coletivo &#8211; isto &#233;, pertencente &#224; sociedade, classe m&#233;dia, pov&#227;o, empres&#225;rios &#8211; atinge propor&#231;&#245;es inacredit&#225;veis, encoberto pelo pomposo t&#237;tulo de &#8220;privatiza&#231;&#227;o&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Todos os dias surgem exemplos de &#8220;neg&#243;cios da China&#8221;, doa&#231;&#245;es a grandes grupos empresariais e multinacionais _sem qualquer rea&#231;&#227;o dos empres&#225;rios/contribuintes, trabalhadores/contribuintes, classe m&#233;dia/contribuinte que, por sua passividade, transformam-se em c&#250;mplices do grande assalto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Banco do Brasil -&lt;/strong&gt; Vai privatizar, vender o controle de uma subsidi&#225;ria, a BB Distribuidora de T&#237;tulos e Valores Mobili&#225;rios. Por qu&#234;? N&#227;o pode enfrentar a concorr&#234;ncia dos bancos multinacionais que est&#227;o entrando no mercado? &#201; ineficiente? Tem baixa lucratividade? Precisa de um &#8220;s&#243;cio&#8221; para absorver tecnologia? N&#227;o. Nenhum desses &#8220;argumentos&#8221;, usados pelo governo FHC e de-formadores de opini&#227;o para justificar &#8220;privatiza&#231;&#245;es&#8221; marotas, existe.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo o diretor de Finan&#231;as e Rela&#231;&#245;es com o Mercado do BB, Carlos Gilberto Caetano, a distribuidora do BB &#233; &#8211; aten&#231;&#227;o &#8211; a l&#237;der na administra&#231;&#227;o de recursos de investidores no pa&#237;s. Tem uma carteira de R$ 20,6 bilh&#245;es, ou nada menos de 15% de todo (t-o-d-o) o mercado brasileiro. A rentabilidade m&#233;dia das institui&#231;&#245;es financeiras equivalentes &#233; de 13% a 17% ao ano.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8220;No caso da BB DTVM, a rentabilidade &#233; superior a 20% ao ano&#8221;, confessa candidamente o auxiliar do senhor presidente do BB e da equipe Malan &amp; Cia. (&lt;i&gt;Gazeta Mercantil&lt;/i&gt;, 13/01/98). Por que vender a galinha dos ovos de ouro? &#8220;Porque n&#243;s somos senhores absolutos deste pa&#237;s de bovinos&#8221;, responde a equipe FHC.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;At&#233; tu, Covas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sob o tac&#227;o das botas da equipe FHC/BNDES, o governo paulista, de M&#225;rio Covas, vai privatizar seu setor de energia el&#233;trica. Desde o come&#231;o, a privatiza&#231;&#227;o do setor energ&#233;tico no Brasil se baseia em uma imensa mentira do Planalto e de-formadores de opini&#227;o, segundo os quais essa seria uma &#8220;tend&#234;ncia mundial&#8221;. &#201; mentira. Nos pa&#237;ses desenvolvidos, EUA inclusive, o governo n&#227;o est&#225; vendendo suas empresas e usinas (exce&#231;&#227;o: Inglaterra, na fase Tatcher). A privatiza&#231;&#227;o, l&#225; fora, n&#227;o significou a venda ou doa&#231;&#227;o do patrim&#244;nio coletivo, mas sim, t&#227;o-somente, a autoriza&#231;&#227;o para grupos empresariais privados come&#231;arem a operar na &#225;rea, construindo novas usinas e sistemas de distribui&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em S&#227;o Paulo, est&#225; sendo preparada neste momento a venda da megaempresa geradora, a Cesp. Existe um &#8220;mico&#8221; nessa empresa, a saber, a usina inacabada de Porto Primavera, iniciada h&#225; quase 20 anos e que, por motivos que n&#227;o cabe historiar aqui, &#8220;emperrou&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com isso, o custo de Porto Primavera atingiu n&#237;veis astron&#244;micos, por for&#231;a do c&#225;lculo dos juros sobre os empr&#233;stimos tomados para sua constru&#231;&#227;o, e que continuaram a crescer porque a usina, inacabada, n&#227;o produziu as receitas previstas. Qual a solu&#231;&#227;o que o governo Covas planeja para esse &#8220;mico&#8221;?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo o secret&#225;rio do Planejamento paulista, Andr&#233; Franco Montoro Filho, o governo Covas vai considerar como preju&#237;zo as cifras aplicadas na constru&#231;&#227;o da usina: nada menos de R$ 9 bilh&#245;es... (&lt;i&gt;Gazeta Mercantil&lt;/i&gt;, 27/01/98).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Qual a alternativa? Se a usina de Porto Primavera fosse vendida dentro de um &lt;i&gt;bloco de usinas&lt;/i&gt;, seu alto custo poderia ser compensado, dilu&#237;do, pelo baixo custo das outras usinas j&#225; em funcionamento. Por exemplo: em Porto Primavera, chega-se a um custo de gera&#231;&#227;o de R$ 160 por megawatt/hora; o custo de gera&#231;&#227;o de Ilha Solteira... &#233; inferior a R$ 10 por megawatt/hora! Em resumo: o governo Covas planeja vender as usinas lucrativas e assumir o preju&#237;zo da usina problema, em lugar de procurar um pre&#231;o m&#233;dio para a venda.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que pa&#237;s &#233; este, que l&#237;deres empresariais e sindicais s&#227;o esses, que cruzam os bra&#231;os diante do an&#250;ncio de uma sangria de R$ 9 bilh&#245;es para os cofres p&#250;blicos, para o patrim&#244;nio coletivo?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se a sociedade deseja mesmo a privatiza&#231;&#227;o, que ela seja implantada como em outros pa&#237;ses, com pulveriza&#231;&#227;o de a&#231;&#245;es. Ou, no caso brasileiro, com o &#8220;ressuscitamento&#8221; da proposta de utiliza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es para pagar d&#237;vidas do governo para com o FGTS, PIS e Pasep.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em tempo: a Petrobr&#225;s descobriu novo campo gigantesco na Bacia de Campos. Po&#231;os com produ&#231;&#227;o prevista de estonteantes 10 mil barris/dia, como no Oriente M&#233;dio. Por que o BNDES vai leiloar a&#231;&#245;es da estatal agora, vend&#234;-las para grandes grupos?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>O &#8220;pacote&#8221; e o resto do mundo</title>
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		<dc:date>2008-03-27T19:37:04Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>
		<dc:subject>D&#237;vida, Juros e FMI</dc:subject>
		<dc:subject>Economia Internacional</dc:subject>

		<description>O governo brasileiro n&#227;o quis desobedecer ao FMI e ao governo Clinton. Anunciou um &#8220;pacote&#8221; apenas para tentar fechar o chamado &quot;rombo&quot; do Tesouro, &#224; custa de mais recess&#227;o, desemprego e corte nos j&#225; rid&#237;culos servi&#231;os oferecidos &#224; popula&#231;&#227;o. Taxas de juros mantidas nas nuvens. Nenhuma pol&#237;tica de cr&#233;dito para as ind&#250;strias e agricultores nacionais enfrentarem as importa&#231;&#245;es, que levam a imensa vantagem de serem financiadas a juros de 6% a 8% ao ano. Nenhuma taxa&#231;&#227;o extra para os mais ricos. Nenhuma (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O governo brasileiro n&#227;o quis desobedecer ao FMI e ao governo Clinton. Anunciou um &#8220;pacote&#8221; apenas para tentar fechar o chamado &quot;rombo&quot; do Tesouro, &#224; custa de mais recess&#227;o, desemprego e corte nos j&#225; rid&#237;culos servi&#231;os oferecidos &#224; popula&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Taxas de juros mantidas nas nuvens. Nenhuma pol&#237;tica de cr&#233;dito para as ind&#250;strias e agricultores nacionais enfrentarem as importa&#231;&#245;es, que levam a imensa vantagem de serem financiadas a juros de 6% a 8% ao ano. Nenhuma taxa&#231;&#227;o extra para os mais ricos. Nenhuma provid&#234;ncia contra os capitais especulativos. Vale dizer, o pa&#237;s vai continuar a &#8220;torrar&#8221; d&#243;lares, empregos e impostos com as importa&#231;&#245;es, as remessas, mantendo o &#8220;rombo&#8221; em d&#243;lares em propor&#231;&#245;es crescentes &#8211; e ele j&#225; est&#225; em US$ 35 bilh&#245;es a cada ano.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#201; esse realmente o &#250;nico caminho que o governo Fernando Henrique Cardoso poderia trilhar? O que est&#225; acontecendo no resto do mundo, afinal? A &#8220;crise mundial&#8221; n&#227;o deixa outras op&#231;&#245;es &#224; sociedade brasileira? &#201; fato que at&#233; a China j&#225; est&#225; amea&#231;ada, como o ministro Pedro Malan fez quest&#227;o de destacar, citando uma reportagem de capa da revista &lt;i&gt;The Economist&lt;/i&gt;, da qual exibiu um exemplar para n&#227;o deixar eventuais d&#250;vidas?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para melhor entender os caminhos que o Brasil est&#225; trilhando e avaliar se haveria alternativas, vale a pena realmente uma olhada r&#225;pida sobre o que est&#225; acontecendo em outros cantos do planeta. Advert&#234;ncia: o mundo est&#225; mergulhado em uma &#8220;guerra de informa&#231;&#227;o&#8221; em que os EUA e o neoliberalismo s&#227;o apresentados como a &#8220;salva&#231;&#227;o&#8221; contra a &#8220;crise mundial&#8221;, com an&#225;lises distorcidas e at&#233; mentiras deslavadas, que apresentam &#8220;outros pa&#237;ses&#8221; como os grandes vil&#245;es.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;China, pecado&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O governo chin&#234;s vem realizando &#8220;reformas capitalistas&#8221;, abrindo segmentos de seu fabuloso mercado &#8211; e dando liberdade a movimentos de capitais estrangeiros. H&#225; coisa de um m&#234;s, um m&#234;s e meio, ap&#243;s a crise da R&#250;ssia, adotou &#8220;retrocesso&#8221;, no entender dos EUA e FMI.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Imp&#244;s controles no mercado de c&#226;mbio, porque estava havendo remessa ilegal de d&#243;lares para o exterior. E resolveu combater as importa&#231;&#245;es desenfreadas, com medidas para evitar o subfaturamento e o dumping praticados por empresas estrangeiras (o sistema de controle &#233; parecido com a &#8220;valora&#231;&#227;o aduaneira&#8221; que s&#243; agora, e em escala rid&#237;cula, o Brasil come&#231;ou a implantar).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pecado mais grave: a China anunciou que, por enquanto, n&#227;o vai entrar na Organiza&#231;&#227;o Mundial de Com&#233;rcio, para ter maior liberdade de defender seu mercado &#8211; pelo qual o interesse dos EUA &#233; &#243;bvio... Em resumo: apesar de suas fabulosas reservas em d&#243;lares, apesar de ter saldos positivos em sua balan&#231;a comercial (e exporta&#231;&#245;es superiores &#224;s importa&#231;&#245;es), a China j&#225; estabeleceu pol&#237;ticas defensivas para proteger sua moeda e sua economia. Paralelo com o Brasil?&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Jap&#227;o, monstro?&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Analistas alinhados com os interesses dos EUA apresentam o Jap&#227;o como um dos principais respons&#225;veis pela &#8220;crise mundial&#8221;, atribuindo sua estagna&#231;&#227;o econ&#244;mica aos &#8220;problemas dos bancos&#8221;, que teriam um rombo de nada menos de US$ 1 trilh&#227;o... Ignor&#226;ncia, ou confus&#227;o proposital? Os bancos japoneses t&#234;m realmente algo como US$ 1 trilh&#227;o em cr&#233;ditos cujos respons&#225;veis enfrentam dificuldades para quit&#225;-los, por causa da pr&#243;pria recess&#227;o japonesa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas os cr&#233;ditos que podem ser considerados como &#8220;perdidos&#8221; mal chegam a 10% daquele valor. Na semana passada, o primeiro banco que se candidatou ao programa de &#8220;socorro&#8221; do governo mostrou isso claramente, com US$ 13 bilh&#245;es em cr&#233;ditos &#8220;em atraso&#8221; e s&#243; US$ 1,2 bilh&#227;o em cr&#233;ditos &#8220;perdidos&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Ah, a R&#250;ssia...&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O ministro Malan fez quest&#227;o de lembrar que quando a crise russa explodiu, a infla&#231;&#227;o chegou a 43% &#8220;em apenas 15 dias de setembro&#8221;, fazendo eco ao notici&#225;rio que sugere uma taxa inflacion&#225;ria superior a 150% at&#233; o final do ano. Enganoso. Nos dias da &#8220;explos&#227;o&#8221;, o d&#243;lar mais que triplicou de pre&#231;o diante do rublo, houve p&#226;nico, corrida &#224;s lojas, remarca&#231;&#227;o de pre&#231;os. Mas, desde ent&#227;o, o rublo, que havia ca&#237;do do n&#237;vel de 6 rublos por d&#243;lar para at&#233; mais de 20, recuou para a faixa dos 13 &#8211; e os pre&#231;os passaram a subir em ritmo totalmente diferente. Ah, sim: como uma desgra&#231;a nunca vem s&#243;, a R&#250;ssia enfrenta violenta quebra de safras, por causa de La Ni&#241;a. Ap&#243;s excelente colheita de 60 milh&#245;es de toneladas em 1997, previa-se uma queda, para 50 milh&#245;es de toneladas em 1998, devido &#224; estiagem na &#233;poca do plantio: o resultado deve ser pior ainda, porque, na &#233;poca das colheitas, houve inunda&#231;&#245;es.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Petr&#243;leo, guinada&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os pre&#231;os do barril de petr&#243;leo ca&#237;ram de US$ 18 para at&#233; US$ 10 a US$ 11, no primeiro semestre deste ano. Um desastre para grandes exportadores, como a R&#250;ssia, M&#233;xico e Venezuela. Com os cortes na produ&#231;&#227;o combinados pelos pa&#237;ses da Opep, os pre&#231;os voltaram &#224; faixa dos US$ 14 &#8211; fato solenemente ignorado pelos formadores de opini&#227;o. Nos pr&#243;ximos dias, a Opep se re&#250;ne para novos cortes na produ&#231;&#227;o, buscando levar os pre&#231;os de volta ao n&#237;vel dos US$ 18. A recupera&#231;&#227;o da economia russa n&#227;o &#233; imposs&#237;vel como se diz.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;Sem desemprego&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os &#8220;tigres asi&#225;ticos&#8221;, que v&#234;m &#8220;desobedecendo&#8221; o FMI, est&#227;o em franca recupera&#231;&#227;o. O ministro Malan procurou ignorar o fato, citando quedas de 8% e at&#233; 15% no PIB desses pa&#237;ses. S&#227;o dados velhos, superados. A Tail&#226;ndia, onde a crise come&#231;ou, acusava queda de 20% na produ&#231;&#227;o industrial, em mar&#231;o. Em julho, a retra&#231;&#227;o foi de 12%. Aten&#231;&#227;o: apesar da crise violent&#237;ssima, nem empresas nem bancos demitiram pessoal &#8211; revela o &lt;i&gt;Wall Street Journal&lt;/i&gt; em edi&#231;&#227;o recente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Moral da hist&#243;ria: a tal &#8220;crise mundial&#8221; &#233; um belo argumento para que o FMI continue a dar ordens a alguns pa&#237;ses.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Responda depressa</title>
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		<dc:date>2008-03-27T19:21:33Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Cristiane Santos</dc:creator>


		<dc:subject>91-00</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Jornal Folha de S.Paulo</dc:subject>

		<description>A Bahiafarma, estatal que produz rem&#233;dios contra a tuberculose, est&#225; falida. Incompet&#234;ncia? N&#227;o. Seus rem&#233;dios eram comprados pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, para distribui&#231;&#227;o &#224; popula&#231;&#227;o pobre. O governo FHC cortou 80% de suas compras, no ano passado. Responda depressa: voc&#234; acha que &#233; por isso que a tuberculose est&#225; avan&#231;ando no pa&#237;s, colocando-o entre os dez maiores focos da doen&#231;a no mundo? A culpa &#233; do corte de verbas sociais pelo governo FHC? Nordeste O governo FHC nega que tenha demorado em anunciar (...)

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A Bahiafarma, estatal que produz rem&#233;dios contra a tuberculose, est&#225; falida. Incompet&#234;ncia? N&#227;o. Seus rem&#233;dios eram comprados pelo Minist&#233;rio da Sa&#250;de, para distribui&#231;&#227;o &#224; popula&#231;&#227;o pobre. O governo FHC cortou 80% de suas compras, no ano passado. Responda depressa: voc&#234; acha que &#233; por isso que a tuberculose est&#225; avan&#231;ando no pa&#237;s, colocando-o entre os dez maiores focos da doen&#231;a no mundo? A culpa &#233; do corte de verbas sociais pelo governo FHC?&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Nordeste&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O governo FHC nega que tenha demorado em anunciar provid&#234;ncias para minorar os efeitos da seca no Nordeste. Um porta-voz chega a dizer que nos &#250;ltimos quatro meses o governo fez sil&#234;ncio sobre o problema para &#8220;n&#227;o alarmar&#8221;, n&#227;o provocar &#234;xodo. Como sempre, explica&#231;&#245;es otimistas. Roraima, dengue, greve nas universidades, sempre a mesma demora, e a mesma indiferen&#231;a. O fato &#233; que, mesmo agora, o governo precisa de tr&#234;s semanas para come&#231;ar a distribui&#231;&#227;o maci&#231;a de comida. Ah, sim. E n&#227;o h&#225; arroz nos estoques do governo. E nem para comprar: mesmo sem a seca nordestina, a safra brasileira seria de apenas 9,5 milh&#245;es de toneladas, contra o consumo de 12 milh&#245;es de toneladas. Responda depressa: voc&#234; acha que Bras&#237;lia planeja algo? Deveria ter previsto importa&#231;&#245;es (ou, antes, estimulado o plantio?).&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Covardia&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O ministro Jos&#233; Serra demite coordenadores do combate &#224; dengue. Mas quem reteve as verbas desse programa foi a equipe econ&#244;mica, o governo FHC. Em dezembro de 1994, o coordenador de Goi&#225;s pediu R$ 28 mil (isso mesmo, o pre&#231;o de um autom&#243;vel) para comprar inseticida e matar o mosquito transmissor. H&#225; tr&#234;s anos. Se essa verba tivesse sido liberada para Goi&#225;s e outros Estados, a epidemia teria sido abortada. N&#227;o houve dinheiro, como n&#227;o houve para o combate &#224; tuberculose, ou para vacinas contra a hepatite, a meningite, o sarampo. Responda depressa: voc&#234; acha que as demiss&#245;es na Sa&#250;de &#8211; e no Nordeste &#8211; s&#227;o manobras para criar &#8220;bodes expiat&#243;rios&#8221;?&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Energia el&#233;trica&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As tarifas de energia el&#233;trica, de empresas privadas como a Light ou estatais, s&#227;o reajustadas uma vez por ano. No come&#231;o do m&#234;s, &#224;s v&#233;speras do leil&#227;o de privatiza&#231;&#227;o das energ&#233;ticas paulistas, o governo FHC anunciou que essas empresas de S&#227;o Paulo n&#227;o teriam reajuste neste ano, mas somente em abril de 1999. Porta-vozes de Bras&#237;lia, como o co-governador paulista Geraldo Alkmin, encarregado da &#8220;desestatiza&#231;&#227;o&#8221;, derramaram fala&#231;&#227;o na TV e jornais, dizendo que esse &#8220;congelamento de tarifas&#8221; j&#225; mostrava as vantagens que a privatiza&#231;&#227;o traria ao consumidor. Engra&#231;ado. Passado o leil&#227;o, o governo FHC anunciou reajuste de tarifas para a Light, para a CPFL, energ&#233;tica paulista j&#225; privatizada, para todo mundo enfim. Engra&#231;ado. S&#243; as estatais paulistas ficaram sem reajuste na faixa de 4% a 5%. Responda depressa: em um pa&#237;s civilizado, o Legislativo e a sociedade n&#227;o pediriam explica&#231;&#245;es sobre tamanha arbitrariedade, tamanho autoritarismo? E o &#8220;congelamento&#8221;, ao reduzir o faturamento previsto para as empresas em fase de privatiza&#231;&#227;o, n&#227;o reduz tamb&#233;m o seu prazo para os compradores nos leil&#245;es, com preju&#237;zos de centenas de milh&#245;es de reais para S&#227;o Paulo?&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; &lt;strong&gt;Sem compromisso&lt;/strong&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O governo FHC vai privatizar at&#233; a Embratel, respons&#225;vel pelo sistema de sat&#233;lites que ligam o Brasil ao mundo (fornecem canais para mais telefonia, televis&#227;o etc.). At&#233; h&#225; um m&#234;s, o pr&#243;prio governo FHC concordava com os cr&#237;ticos e admitia que n&#227;o se pode deixar o controle desse sistema totalmente nas m&#227;os da iniciativa privada &#8211; porque um grupo empresarial, seu propriet&#225;rio, poderia prejudicar os concorrentes, monopolizar etc. (Sem falar em problemas estrat&#233;gicos j&#225; que est&#225; em jogo a pr&#243;pria comunica&#231;&#227;o do pa&#237;s com o mundo).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para evitar esse perigo &#8211; controle e monop&#243;lio privado &#8211;, o governo FHC anunciava que o Estado teria o poder de interferir quando necess&#225;rio, pois participaria do capital da empresa privada com a&#231;&#245;es especiais (golden shares). H&#225; alguns dias, saiu o edital para vender, privatizar a Embratel. O governo FHC, na surdina, quebrou seus compromissos. N&#227;o est&#225; prevista a cria&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es especiais. Responda depressa: pode-se confiar no governo FHC?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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